Books and assorted rantings (a post not about work!), part 1

January 12th, 2012 § Leave a Comment

It is no secret that reading can serve as a great escape from the worries and frustrations of everyday life (e.g., work). I have always read a lot, since I was a kid, and in 2011 I certainly pored through more than my yearly average number of books. (What does that say about my everyday life?) But I have never kept a log of the books I read, probably because I was too busy reading them. Now I have decided to change this. So, in no particular order, not even chronological, here is a partial list of titles, with comments.

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David Gries on data refinement

November 23rd, 2011 § Leave a Comment

Program into a programming language, not in it.

Principle 18.3.11 of  The Science of Programming, by David Gries.

Por que o Brasil é menos Alemanha e mais Uruguai

August 26th, 2011 § 2 Comments

Em agosto de 1961, há 50 anos, o muro de Berlim foi construído. Este mês, jovens em toda a Alemanha — no mundo inteiro, aliás — lembram a data e o seu significado histórico: o início de um período terrível na vida de uma geração de alemães.

Em agosto de 1961, há 50 anos, Jânio Quadros renunciou à presidência do Brasil. Esta renúncia foi um dos principais eventos na sequência que culminou no famigerado golpe militar de 1964 e em cerca de 20 anos de uma ditadura sangrenta. Este mês, o que estão fazendo os jovens em todo o Brasil? Algum deles sabe o suficiente de história do Brasil para lembrar o fato? Os meios de comunicação brasileiros, entre cujas missões deveria estar a preservação da memória do país, fizeram alguma coisa para lembrar a data e situá-la no contexto correto, para que episódios vergonhosos da nossa história não se repitam?

Na edição de hoje do jornal carioca O Globo, na singela seção intitulada “Há 50 anos”, que divide a penúltima página do Segundo Caderno com o horóscopo, os quadrinhos e as palavras cruzadas, podemos ler um trecho do editorial de 26 de agosto de 1961. Quando se sabe o que veio a acontecer nos anos seguintes, entendemos por que devemos pensar bem antes de confiar em jornais. Ou em políticos. Ou nas forças armadas.

“O povo brasileiro, entregue ontem rotineiramente aos seus trabalhos e canseiras, foi colhido às primeiras horas da tarde de profunda surpresa pela renúncia do ilustre Sr. Jânio Quadros à Presidência da República.

Tudo se poderia esperar nestes tempos incertos, menos que o chefe da Nação, elevado ao poder por imensa maioria de votos, viesse a resignar o cargo quando praticamente nenhuma oposição organizada contra ele existe dentro e fora do Congresso. Menos ainda no seio das Classes Armadas, voltadas exclusivamente para suas atividades profissionais.

Nossa confiança nas Classes Armadas é a de todo o povo, certos de que elas saberão corresponder aos ideais da Pátria, à sua sede de ordem, de justiça, de progresso e liberdade.”

(O Globo, editorial “A Renúncia”, de 26 de agosto de 1961.)

Ao comparar os jovens alemães e os jovens brasileiros, lembro-me do que Eduardo Galeano escreveu sobre os jovens uruguaios:

“A máquina de retroceder

No início do século vinte, o Uruguai era um país do século vinte e um. No final do século vinte, o Uruguai é um país do século dezenove.

No reino do tédio, os bons costumes proíbem tudo aquilo que a rotina não impõe. Os homens sonham em se aposentar, e as mulheres sonham em se casar. Os jovens, culpados do delito de ser jovens, sofrem pena de solidão ou exílio, a menos que possam provar que são velhos.”

(Eduardo Galeano, El Libro de los Abrazos, Ed. Siglo Veintiuno, Argentina, 2010. Tradução minha.)

Não posso deixar de lamentar: o Brasil, com seus jovens velhos, está mais para Uruguai do que para Alemanha.

Os bons exemplos de Tim Berners-Lee

August 3rd, 2011 § Leave a Comment

É muito difícil ter uma visão clara do que acontece no mundo no tempo atual. Só em retrospecto se compreende a importância das idéias e dos projetos de uma época.

Tim Berners-Lee é o inventor da web. Sozinho, no final dos anos 80, percebeu que faltava interoperabilidade na internet. Sem se preocupar com patentes, royalties e outras bobagens relacionadas à noção falaciosa de “propriedade intelectual”, criou o protocolo http e a linguagem html.

20 anos depois, Tim Berners-Lee nos explica o que é importante agora na internet. Enquanto megacorporações como Apple, Microsoft e Facebook tentam dificultar o acesso à informação, impondo a nós, usuários, plataformas proprietárias incompatíveis, Tim Berners-Lee nos faz um apelo: disponibilizem abertamente dados brutos na rede!

Nas duas palestras abaixo, Tim Berners-Lee explica melhor. Legendas estão disponíveis em vários idiomas (trabalho de tradutores voluntários!).

Assista e pense a respeito. Será que não está na hora de abandonar a visão capitalista / militarista que nos leva a encarar a colaboração e o acesso aberto à informação como “coisas de otários”?

O que você faz para colaborar com a construção dessa nova web imaginada por Tim Berners-Lee?

Delete sua conta do Facebook e vá contribuir com projetos mais nobres, como, por exemplo, a Wikipédia, TED e Open Street Map.

As palestras:

  1. Sobre a próxima web (17 minutos)
  2. O ano em que os dados abertos se tornaram globais (6 minutos)

Para alunos e cientistas da computação: como desenvolver uma infraestrutura de software que possibilite a usuários e cidadãos comuns tirar proveito da informação disponibilizada dessa maneira?

Conectando com o eleitorado no PURO

July 31st, 2011 § Leave a Comment

E a chapa 2 venceu a consulta eleitoral para a direção do PURO…

De http://autoliniers.blogspot.com/2011/07/liniers-macanudo-el-humor-de-macanudo_31.html. Clique na imagem para aumentar.

Internet aberta X internet fechada

July 30th, 2011 § Leave a Comment

Jardins Murados

Não sei se todo mundo tem consciência do que está fazendo ao trocar o “tradicional” pelo “novo”

Hermano Vianna, O Globo, 29 de julho de 2011

Na semana passada, a seção Digital & Mídia deste jornal publicou página inteira sobre a migração da internet “tradicional” para as redes sociais. Talvez não haja fenômeno cultural mais importante acontecendo atualmente no mundo. Muitas pessoas embarcaram na onda e até já abandonaram seus emails, forma de correspondência que passou a ser considerada tão antiga quanto cartas de papel. Por isso esses migrantes são apontados como pioneiros das novas tendências bacanas. Mas podem ser vistos igualmente como garotos-propaganda — não-remunerados — de uma reação poderosa contra a liberdade na rede, que faz tudo para transformar nossa vida virtual (já a parte mais decisiva de nossas vidas?) em propriedade de meia-dúzia de megacorporações.

Uma capa recente do Segundo Caderno também mostrou pessoas que passaram a usar o Facebook “para compartilhar seu conhecimento”, construindo excelentes guias culturais — que “antigamente” teriam lugar em blogs e sites pessoais — dentro do território do Mark Zuckerberg. Não sei se todos pensam, ao fazer essa opção de publicação numa rede social específica, que só outras pessoas inscritas no Facebook, tendo portanto aceitado os Termos de Uso do Facebook (permitindo que essa empresa utilize seus conteúdos com finalidades comerciais), terão acesso a seu valioso conhecimento. Não posso deixar de comparar: é como deixar as ruas comuns de uma cidade e passar a viver num condomínio cercado por muros e seguranças, com serviços “públicos” próprios e onde todas as casas são propriedade de uma única empresa e não de quem mora nelas.

Redes sociais como o Facebook são conhecidas justamente como “walled gardens”, ou — tradução apressada — “jardins murados”, que não possuem canais livres de troca de informações com o resto da rede (e que fazem inúmeras restrições técnicas para impedir a “portabilidade” dos dados que criamos por lá — tente, por exemplo, transferir a sua lista de “amigos” do Facebook para uma outra rede social — é praticamente impossível). A mudança da internet “tradicional” para dentro do muro é uma mudança radical de “estilo de vida”. Não sei se todo mundo tem consciência do que está fazendo ao trocar o “tradicional” pelo “novo”.

Não são só as redes sociais os vilões desta minha fábula moral. Perigosas também são todas essas apps que a Apple, com auxílio luxuoso de nossos impulsos consumistas e design genial, transformou em moda obrigatória para smartphones e tablets. Elas quase sempre nada mais são do que interfaces bonitinhas entre o usuário e a internet “tradicional”, tornando nossa vida on-line muito mais facilmente controlável pelas empresas. Tudo que uma app faz, um browser “antigão” poderia ser desenvolvido para fazer, com muito mais compatibilidade entre sistemas operacionais e aparelhos. Agora não: se quisermos que o público tenha acesso às informações que desejamos compartilhar, precisamos de apps diferentes para o iPhone, o iPad, o Android, o sistemasei-lá-qual-é-o-nome da Nokia e assim por diante. Desenvolver todas essas apps custa caro e precisamos ser aprovados pelas várias lojas — da Apple, do Google etc. — que passaram a ter o poder de aprovar tudo o que entra em suas redes. Labirintos de jardins, com muralhas cada vez mais altas.

O exemplo da Apple é seguido por milhares de outras empresas, como as fabricantes de televisão, que estão criando seus mundos fechados de comércio, onde só poderemos acessar apps específicas. Por exemplo: se isso vingar, numa TV da Sony só poderemos comprar vídeos na loja A, ou fazer ligações pela empresa Y, ou participar da rede social Z. Claro, tudo rodará por cima da internet, e um browser poderá ser o caminho secreto para fora do muro. Mas pouca gente saberá o que vem a ser um browser, e muitos dos novos serviços serão desenvolvidos somente para essa nova realidade pós-browser.

Os browsers foram criados nos tempos pioneiros da internet, quando surgiu a própria web, desenvolvida nos laboratórios do CERN, com dinheiro público europeu, pelo santo Tim Berners- Lee, que fez questão de manter sua invenção livre e gratuita. Naquele tempo, as grandes empresas, mesmo a Microsoft, não prestavam tanta atenção em qualquer rede que não fosse corporativa. Só embarcaram na grande aventura virtual depois, junto com outras empresas nascidas no mundo on-line, buscando fechar o que era aberto, para enquadrá-lo em seu “modelo de negócio”. Várias tentativas de transformar a internet em shopping center totalitário explodiram como bolhas. A estratégia atual parece ser a mais difícil de combater. As pessoas estão interessadas em máquinas e não nos conteúdos que elas podem apresentar (não há mais filas para lançamentos de discos — há filas para lançamento do iPhone 4). Compramos, e só depois vamos inventar um uso para os objetos comprados. Uma app colorida (sai dessa, Björk!) nos transmite a sensação de que não jogamos dinheiro fora.

Quando vou ficando pessimista, penso na Microsoft, que parecia invencível pré-internet, controlando cada vez mais áreas importantes de nossa vida. Hoje tem que correr atrás do Facebook, da Apple e do Google. Esperemos novos corredores, que vão surgir distantes da prisão divertida das apps e redes sociais que querem ser nossas únicas portas de entrada para a verdadeira riqueza das redes. Ainda acredito que a abertura é a única forma de aumentar essa riqueza. O resto vira bolha.

Você pode saber mais sobre este assunto nos trabalhos de Jonathan Zittrain:

Resultado da eleição no PURO

July 19th, 2011 § Leave a Comment

Infelizmente, os candidatos da chapa 2 venceram a consulta para a direção do PURO.

E devem cumprir as promessas de campanha.

Não as promessas feitas nos debates ou no material de propaganda, mas as promessas feitas aos grupos cujos interesses a chapa foi formada para atender.

Competição e Cooperação

June 30th, 2011 § Leave a Comment

Em uma situação de crise, estimular a competição ao invés da cooperação tem um nome: OPORTUNISMO.

Seja inteligente. Prefira a cooperação. Vote na Chapa 1.

Be smartCompetição é defensável quando todas as partes envolvidas têm o mínimo de recursos. Caso contrário, é um retorno à barbárie. Espera-se uma atitude mais nobre de acadêmicos em uma universidade.

Em uma situação de crise como a do PURO, a cooperação é a única saída. Em vez de lutarmos internamente, vamos nos unir contra os adversários comuns, para resolver nossos verdadeiros problemas.

Onde estão nossas vagas docentes?

Onde está nossa infra-estrutura?

Onde está o apoio da Reitoria?

Onde está o apoio do MEC?

Onde está o apoio da Prefeitura de Rio das Ostras?

Crise no PURO

June 1st, 2011 § 2 Comments

O Pólo Universitário de Rio das Ostras (PURO) da Universidade Federal Fluminense (UFF) não tem espaço físico nem professores suficientes para manter os 6 cursos de graduação que ali funcionam.

Os projetos pedagógicos dos 6 cursos definem uma necessidade de 211 vagas docentes no total. O PURO só possui 119. Faltam, portanto, 92. O MEC diz que não manda mais vagas.

Leia mais detalhes em http://www.aduff.org.br/boletim/2011a_05m_18d.html.

Na última quarta-feira (25 de maio), professores e alunos do PURO organizaram uma manifestação em Rio das Ostras contra a situação precária do pólo. Alunos de outros pólos da UFF no interior também participaram.

Veja esta matéria sobre a manifestação no site da InterTV, afiliada (quem diria…) da Rede Globo na região.

Clique no vídeo no alto deste post para ver mais imagens da manifestação (agradecimentos a Eduardo Costa).

Deletar sua conta no Facebook…

April 8th, 2011 § 2 Comments

…é quase tão difícil quanto cancelar um cartão de crédito.

(Deleting your Facebook account is just about as hard as cancelling a credit card.)

http://gizmodo.com/#!5530178/top-ten-reasons-you-should-quit-facebook

‘And remember, where you have a concentration of power in a few hands, all too frequently men with the mentality of gangsters get control. History has proven that. All power corrupts; absolute power corrupts absolutely’.
Sir John Dalberg-Acton.
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